Pequenas séries: a partir de quantas peças muda a conta

Não há molde, por isso não há custo inicial para diluir. A vigésima peça custa quase o mesmo que a primeira, e é aí que está a vantagem e o limite.

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A pergunta chega-nos quase sempre da mesma forma: «preciso de cinquenta destas — em impressão 3D ainda compensa?»

A resposta depende de uma coisa só, e não é a quantidade. É com o que está a comparar.

Porque é que aqui não há desconto de quantidade a sério

Nos processos com molde — injeção de plástico, fundição — há um custo inicial grande e um custo por peça pequeno. O molde custa milhares de euros e depois cada peça custa cêntimos. Quantas mais peças, mais se dilui o molde, e é daí que vem a queda no preço unitário.

Na impressão 3D não há molde. Cada peça consome o seu plástico e o seu tempo de máquina, e a décima consome tanto como a primeira. Não há custo inicial para diluir.

Isso corta nos dois sentidos:

A favor. Uma peça custa uma peça. Não há mil euros de ferramenta a pagar antes de ver a primeira, e portanto não há quantidade mínima. Cinco peças é um pedido normal.

Contra. Cem peças custam cem vezes uma peça. Não há o desconto que se esperaria de uma encomenda grande.

Há alguma poupança em série, mas é modesta e vem de outro sítio: várias peças na mesma mesa aproveitam melhor o aquecimento e reduzem o tempo morto entre trabalhos, e a preparação do ficheiro faz-se uma vez só em vez de dez. É uma margem de poucos por cento, não de metade.

Onde está a fronteira

Como ordem de grandeza, e para uma peça de tamanho médio:

Uma a cinquenta peças. A impressão 3D é quase sempre a resposta certa. Não há alternativa que faça sentido a esta escala: um molde nunca se paga e a maquinação sai mais cara por peça.

Cinquenta a duzentas. É a zona cinzenta, e é onde vale mesmo a pena fazer contas. Depende do tamanho da peça, da geometria e de quantas mais vai precisar no futuro.

Acima de duzentas. Vale a pena pedir orçamento de injeção em paralelo. Se a peça for pequena e simples, o molde começa a pagar-se.

Estes números não são leis. Uma peça grande e demorada muda a fronteira para baixo; uma peça pequena que imprime dez de cada vez na mesma mesa muda-a para cima.

O que a impressão faz que a injeção não faz

Antes de saltar para um molde, há três coisas que vale a pena pesar.

Alterar não custa nada. Mudar uma cota numa peça impressa é editar o ficheiro. Num molde é uma alteração de ferramenta, com custo e semanas. Se a peça ainda não está estabilizada, o molde é cedo.

Não há stock morto. Com molde, faz-se um lote grande para diluir o custo, e esse lote fica em armazém. Com impressão, faz-se o que se precisa quando se precisa. Vinte hoje, vinte daqui a três meses com a alteração já lá dentro.

Geometrias que não desmoldam. Canais internos curvos, estruturas ocas, formas com contra-saídas — coisas que um molde não consegue fazer sem se dividir em partes complicadas, e que a impressão faz sem pensar.

E há o contrário. A injeção dá peças mais uniformes, com melhor acabamento superficial e sem a anisotropia que a impressão tem — uma peça impressa é sempre mais fraca na direção em que as camadas se colam. Para um produto final que vai para as mãos de milhares de pessoas, isso conta.

O que fazemos com séries

Quando o trabalho é uma série e não uma peça, há duas coisas que convém saber antes de encomendar.

Faça uma prova primeiro. Antes de encomendar cinquenta, encomende uma e experimente-a no conjunto onde vai trabalhar. Descobrir um encaixe apertado à quinquagésima peça é um erro caro, e é fácil de evitar: o encaixe depende do desenho, e só quem tem a peça que encaixa o pode confirmar.

As cotas críticas combinam-se antes. O orçamento online não tem onde as indicar, e a tolerância que assumimos está nos termos: entre ±0,15 mm e ±0,5 mm. Se a série tem cotas que não podem sair disso, diga-nos por email quais são antes de encomendar, e respondemos se o FDM lá chega. É a informação mais útil que nos pode dar.

Se a série for para repetir, vale a pena falar connosco sobre o desenho antes de a fechar. Muitas vezes há uma alteração pequena — uma orientação diferente, uma parede um pouco mais grossa, um chanfro em vez de uma aresta viva — que corta tempo de máquina em todas as peças do lote. Numa peça é irrelevante; em duzentas, paga o tempo da conversa muitas vezes.

Como pedir

Para uma quantidade, o configurador dá o preço no ecrã — escreva o número e o total ajusta-se.

Acima de cinquenta unidades, ou se houver requisitos de tolerância apertada ou acordo de confidencialidade, fale connosco diretamente. É trabalho que se organiza melhor com uma conversa do que com um formulário.

Tem uma peça para imprimir?

Carregue o ficheiro e veja o preço no mesmo ecrã.